Um logo deve deixar claro o segmento de atuação da marca que representa?

Não necessariamente. Para entender, vamos pegar novamente o exemplo da Apple:

Logo atual da Apple.

O que uma maçã tem a ver com computadores? Qual é a associação entre essa fruta e um iPhone? Nenhuma… a não ser o nome. Segundo Steve Jobs, o nome da companhia foi inspirado por uma visita sua a uma fazenda de maçãs, e ele apenas achou que o termo Apple era “divertido, espirituoso e não-intimidador”. Que origem simples, não?

Visualmente, o logo da Apple não informa diretamente em aspecto algum a área de atuação da empresa que representa, e no entanto é um dos logos mais famosos e reconhecidos no planeta, representando uma das empresas mais bem-sucedidas da atualidade.

Quer mais exemplos?

Coca-Cola, Carrefour, Sony, Bradesco, LG, Nintendo, Itaú, Samsung

Todos sabem quais são as áreas de atuação e os produtos comercializados por essas empresas. E ainda assim… nada disso está representado explicitamente em seus logos! E isso não é um obstáculo para que imediatamente lembremos de bebidas, supermercados, TVs, smartphones, videogames e serviços bancários.

Por quê? Porque essas empresas souberam formar a ponte entre símbolo e significado, com anos de atuação e marketing eficiente. Inserindo paulatinamente seus símbolos em tudo o que produzem, elas gravaram seus logos no inconsciente coletivo, e hoje eles transcendem qualquer necessidade de explicação. Nesse estágio, apenas mostre seu logo e ele fará o trabalho.

Ao elaborar seu logo, você deve considerar sempre a possibilidade do futuro. A princípio, talvez pareça absurdo usarmos titãs como Apple ou Samsung como métricas para desenvolver sua identidade visual. A princípio, talvez pareça uma coisa incrivelmente óbvia inserir uma figurinha que represente seu produto ou serviço no logo do seu negócio, facilitando em tese a criação dessa ponte mental.

Mas e se o sucesso vier – e ele vai vir! –, e você decidir expandir para outras áreas?

Aí você corre o risco de acabar com um logo que não mais representa seu negócio, apenas uma parte dele – ou nenhuma, se você decidir mudar de ramo totalmente. E aí, ele precisará ser parcial ou totalmente reformulado, e começaremos da estaca zero novamente. E gasta-se mais dinheiro e tempo.

Os logos ditos future-proof – os que resistem ao teste do tempo – são e sempre serão os verdadeiros vencedores dessa disputa.