Pode copiar, só não faz igual

“Eu vi que esta marca fez um símbolo assim com (exemplo: letras iniciais), gostaria de algo igual pra minha marca!”

Usei letras iniciais como exemplo, porque é um caso clássico que tenho testemunhado no desenvolvimento de logos. Muitas vezes o cliente deseja um logo feito com as iniciais dele, e para auxiliar no desenvolvimento envia exemplos de como ele deseja (falaremos mais sobre gostos em outro post).

Mas aí, nesse caso, os exemplos enviados são lindas associações de letras… repetidas. Como MM, SS, WW, AA, FF. E quando você vai ver, as iniciais do cliente são algo como, por exemplo, WFL.

É óbvio que o logo não vai atingir essa meta: as formas não se integram tão bem. Pode ser uma boa ideia buscar um outro estilo, fazer um logo puramente tipográfico, ou simplesmente inserir as iniciais sem tentar integrá-las de uma forma genial (🙄) que no fim apenas irá torná-las ilegíveis e deixar o logo difícil de gravar, resultando num projeto gráfico ruim.

Este é apenas um exemplo. Muitas vezes estilos de logos do seu próprio segmento de atuação podem não se aplicar ao seu caso. Este é um momento onde designer e cliente devem sentar, conversar e buscar um denominador comum, que deve sempre ser uma identidade visual funcional, eficiente e alinhada com tendências contemporâneas para seu segmento. E, claro, future-proof.

Eu sempre defendi que o processo de elaboração de um logo é um processo conjunto, onde tanto o profissional quanto o cliente atuam lado a lado, trocando ideias e informações, ajudando um ao outro, rumo a essa meta final. Como se fosse uma constante tabelinha entre os dois até o designer estar na cara do gol e finalizar.

Um processo criativo onde apenas um dos lados participa tem muito menos chances de conseguir atender às necessidades do cliente.