“Eu não gostei do modelo enviado.”

Justo. Gosto é algo pessoal e intransferível, e as revisões estão aí para isso! 😎☕

Eu particularmente também não tenho apreciação por muitos dos logos aos quais sou exposto todos os dias. Mas a verdade é que existem muitos gostos diferentes no mundo e, por mais estranho que isso possa parecer, aspectos técnicos podem e devem prevalecer nas decisões envolvendo identidades visuais, simplesmente porque questões de ordem técnica podem ser testadas, comprovadas e, se necessário, corrigidas.

Identidades visuais são elaboradas visando, em primeiro lugar, a eficiência da transmissão da informação que a ela será associada – a marca, os produtos, e sobretudo as experiências de seus clientes com os produtos dela. Vem junto a isso a facilidade de fixação e de reconhecimento posterior. Um logo eficiente, portanto, é objetivamente preferível do que algo bonito que você não consiga reproduzir mentalmente cinco minutos depois (lembra do exemplo da Apple?).

Muitos dos logotipos que vejo todos os dias não se enquadram em algo que eu diria que agrade meu senso estético particular, mas se eu puder lembrar deles o suficiente para reconhecê-los em qualquer lugar, a ponto de ser capaz de pegar um papel e reproduzir o logo desenhando, com alguma fidelidade… então eles podem até não ser do meu agrado, mas funcionam, e sou forçado a admitir isso. Assim como uma cadeira visualmente simples mas que não esteja detonando minha coluna depois de algumas horas.

Claro que todo modelo pode ser modificado para tentar aproximar-se mais do que a empresa necessita: não faz o menor sentido o logo de uma startup tecnológica parecer com o de uma lanchonete, por exemplo, a menos que haja uma interseção pretendida entre essas áreas de atuação. No entanto, não se pode perder de vista os critérios que formam uma boa identidade visual: simplicidade e eficiência.